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27 de setembro de 2011

E se a AB-Inbev comprasse a SABMiller?


Não se trataria de uma simples fusão, aquisição, incorporação... Chame como quiser. O valor envolvido nessa eventual transação seria recorde na história: U$ 80 bilhões. Difícil imaginar a proporção dessa cifra, não é?

Mas não é o Gole que está jogando palavras ao vento. Essa hipótese foi levantada em uma matéria da Reuters, que ouviu empresários, analistas e banqueiros. Dentre as maiores cervejarias do mundo, eles classificam a SABMiller (2ª no ranking, atrás da AB-Inbev), como a mais vulnerável a essa eventual operação.

Os entrevistados sugerem até mesmo o ano em que essa aquisição deverá ocorrer: 2013. Bom, imagino que estes senhores tenham primeiras, segundas e até terceiras intenções camufladas em declarações como essas. A jogatina é complexa e os primeiros coringas já podem estar sendo descartados à mesa.

Uma coisa é certa: não seria nada saudável que uma única cervejaria fosse responsável por mais de um terço da produção mundial da bebida. A concorrência faz bem ao consumidor. Mas, infelizmente, ela está cada vez mais escassa no mercado de cervejas comerciais do mundo.

(Leia aqui a matéria da Reuters)

Até o próximo gole.

2 de agosto de 2011

A compra da Schincariol e a teoria da conspiração

Depois de muita especulação, e contrariando pitacos de várias pessoas do meio cervejeiro, que apostavam em Heineken, SABMiller, Carlsberg entre outras, a japonesa Kirin Brewery arremata majoritariamente a Schinacariol por R$ 3,95 bilhões.


Levando em conta apenas o mercado da bebida que nos interessa, os japoneses da Kirin assumem o controle acionário da segunda maior cervejaria do país. Pela frente, os nipônicos terão a difícil tarefa de lutar contra o "quase-monopólio" da Ambev, braço tupiniquim da global AB-Inbev.

Pesquisando um pouquinho sobre as companhias em questão (e pode acrescentar também uma pitada de teoria da conspiração na minha conta), um fato me deixou bastante curioso. Kirin e Anheuser-Busch, parcela norte-americana da AB-Inbev, mantêm parceria há mais de uma década no Japão. As duas formas uma Joint Venture para a distribuição da Budweiser na Terra do Sol Nascente.

Cabe acrescentar que a Kirin Brewery é parte de um grupo bastante conhecido aqui no Brasil: o conglomerado de empresas Mitsubishi. Pertence também a este grupo (mais outra pitada da "teoria") um dos principais bancos responsáveis pelas bilionárias operações globais de fusões que resultaram no que hoje é a maior cervejaria do mundo: a AB-Inbev.

Tá certo! Isso não quer dizer nada, eu sei... Mas aposto que o leitor do Gole que, por acaso, também for um pouco inclinado às teorias da conspiração, vai chegar a conclusões que, no mínimo, podem alimentar um bom "papo conspiratório" em uma mesa de bar.

obs.: Se quiser me chamar de louco, use o espaço abaixo. Será um prazer ler seu comentário! ;)

Até o próximo gole.

4 de março de 2011

Governo planeja aumentar imposto sobre cerveja

Produzir cerveja pode ficar mais caro ainda este ano. De olho no aquecimento por que passa o mercado de bebidas no Brasil – especialmente o de cerveja – o governo federal planeja aumentar a carga tributária do setor. 


Em números, os atuais 39% seriam elevados para 47%. Na prática, quase metade dos goles de cerveja que você toma iria para os cofres da União. Grandes empresas como a Ambev e a Coca-Cola já correram para evitar o aumento.

Assim como ocorreu em 2010, quando também houve ameaça de reajuste, as duas companhias prometem investimento recorde em produção no país, com a condição de que não seja alterado o percentual de “contribuição”. Parece e é pura politicagem mesmo.

Nessa jogatina, cada um joga com as cartas que tem nas mãos. O governo, para manter o equilíbrio das finanças e compensar os altos gastos públicos, se apressa em aumentar a arrecadação. 

Os investimentos das empresas, em contrapartida, são os principais responsáveis pelo aquecimento da economia. E elas alegam, ainda, que a União já vai arrecadar mais do setor levando em conta o aumento do consumo.

Nada está decidido até agora. Ainda tem muito jogo pela frente, pois as negociações entre os gigantes começaram há poucos dias. Observando à distância, o Gole de Cerveja espera, de verdade, que os consumidores e as pequenas e médias cervejarias não saiam perdendo com tudo isso.

3 de março de 2011

Leilão à vista no mercado de cerveja no Brasil

A família que comanda a Schincariol deu início a uma negociação que pode causar mudanças no comando da companhia. O sócio-majoritário pretende vender suas ações, que valem atualmente R$ 3 bilhões. Adriano Schincariol já até contratou um banco de investimentos para assessorá-lo no processo.

Várias hipóteses são levadas em conta, entre elas, uma eventual venda da cervejaria - que controla marcas como Nova Schin, Devassa, Baden Baden e Eisenbahn (as duas últimas, artesanais de ótima qualidade). A Schincariol procura manter em sigilo qualquer movimentação a respeito do assunto.

No mercado de cerveja brasileiro, não há como descartar possibilidades de relevância global. A britânica SABMiller e a dinamarquesa Carlsberg têm interesse no país. Poderiam ser potenciais compradores, mas não os únicos.

Líder ou vice-líder em todos os outros países onde atua, a Heineken ocupa a quarta colocação no mercado brasileiro. Uma eventual aquisição da Schincariol deixaria a cervejaria holandesa atrás apenas da Ambev.

São muitos interesses em jogo e importantes empresas envolvidas. Não é difícil prever que vem por aí mais um leilão de gente grande.

21 de janeiro de 2011

Brasil é terceiro no mundo em produção de cerveja

No mercado cervejeiro nacional, o ano que passou não deve ser esquecido. Ao longo de 2010, o Brasil deixou Rússia e Alemanha para trás e assumiu o posto de terceiro produtor mundial de cerveja, com 12,6 bilhões de litros.

A conquista é resultado de muito investimento. No ano passado, a indústria cervejeira injetou R$ 5,4 bilhões no mercado nacional, quase o triplo do valor investido, em média, nos anos anteriores. Com o impulso extra, a produção da bebida no Brasil cresceu 18% em relação a 2009.

As razões para tantos números positivos são uma combinação de fatores. Bom momento econômico, clima favorável ao consumo de cerveja e até mesmo o fato de 2010 ter sido ano de Copa do Mundo ajudaram o mercado nacional da bebida a subir duas posições no ranking mundial.

De agora em diante, novas conquistas vão exigir muito fôlego. As duas maiores economias do mundo lideram com folga a produção mundial de cerveja. Só que, nesse caso, as posições são invertidas. A China é a primeira, com 40 bilhões de litros em 2010, seguida dos EUA, 5 bilhões de litros atrás.

É um duelo de titãs que está longe de ser interrompido, mas o Brasil pode ganhar muito comendo, ou melhor, bebendo pelas beiradas. No que depender da economia em geral, as previsões para os próximos anos são animadoras.

16 de janeiro de 2011

Miller retorna ao Brasil em 2011

Quatro anos após deixar o mercado brasileiro, a cerveja americana Miller está de volta. A marca, que pertence à gigante SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo, começou a ser vendida este ano em Porto Alegre. Até o fim de 2012, vai marcar presença no país inteiro.


Quando o assunto é cerveja, o Brasil está cada vez mais atraente. E, para reconquistar uma fatia desse mercado, a SABMiller, já para o primeiro ano, prevê o investimento de US$ 15 milhões. O valor elevado é necessário para permitir que a cerveja tenha condições de concorrer em um mercado dominado pela Ambev. Mas nem sempre elas foram concorrentes.

Entre 1996 e 2007, a cerveja foi produzida no Brasil por uma parceria entre a SABMiller e a Brahma, uma das marcas da gigante brasileira. Ao final do contrato, não houve interesse das partes em manter a produção e a Miller deixou de ser uma opção no mercado brasileiro.

Agora, em retorno realizado em parceria com a importadora gaúcha ImportBeer, a cerveja pode pegar carona no crescimento do ramo no Brasil. Quem ganha com isso? O consumidor, que é o maior beneficiado com a concorrência entre as cervejas no mercado.

18 de dezembro de 2010

Especialização conquista o mercado nacional de cerveja

Não está com nada ser igual aos outros. Esse não é só o novo comportamento da sociedade que estamos construindo. É, também, a tendência do mercado cervejeiro. As cervejas especiais ganham cada vez mais espaço nas prateleiras e nos cardápios brasileiros. Boa notícia para os apaixonados pela bebida, que têm opção de consumirem em casa ou em bares e restaurantes rótulos que antes eram encontrados apenas em poucos locais especializados.


Como o vinho, a bebida vem ganhando requinte de apreciação. Não é à toa. A variedade de ingredientes na produção de cervejas especiais multiplica as opções de cores e sabores. Até o tipo de copo e a temperatura são levados em conta por quem é craque no assunto. Para entrar nesse universo, é preciso se especializar. E isso é algo que exige estudo.

Em agosto de 2010, o Senac-SP lançou o curso de Formação de Sommelier de Cervejas, com aulas sobre a história, o perfil sensorial e a aplicação da bebida na gastronomia. É feito em parceria com o instituto Doemens Academy, pioneiro na formação de mestres cervejeiros na Alemanha. Por enquanto, o curso é realizado apenas na cidade de São Paulo. A degustação, porém, pode ser feita em vários outros locais do país.

A oferta de cervejas especiais está cada vez maior e já responde por 7% do mercado nacional. Desempenho significativo, pois produzir essas bebidas exige mais tempo e dinheiro do que é gasto, por cada litro, pelas grandes cervejarias. Mas, no fim das contas, é um preço que vale a pena pagar.

30 de agosto de 2010

Anúncio de cerveja na China e o mercado da bebida no oriente

Quem nunca relembrou com amigos os mais interessantes e clássicos comerciais de cerveja que viram na TV? Os intervalos das principais atrações dos grandes canais sempre estiveram repletos de peças publicitárias criadas não só para estimular o consumo como, também, para conquistar e entreter o telespectador.

Hoje em dia, a conquista parece ter perdido um pouco do romantismo. A apelação sexual nos comerciais brasileiros de cerveja já foi maior, é verdade, mas falta ainda um pouco de capricho. Na prática, o figurino das mulheres ganhou um pouco mais de tecido e os homens as atacam de forma mais discreta. Pelo mundo, graças à internet, é possível garimpar umas criações para cervejas bem bacanas, sem tanto apelo.


O vídeo acima é um comercial da holandesa Heineken (versão em inglês). Foi criado em 2006 para exibição na metrópole mais populosa do mundo. Com aproximadamente 14 milhões de habitantes, Shanghai é o principal pólo econômico da China, país que mais produz cerveja no mundo: 35 bilhões de litros/ano.

O chinês, entretanto, não é um grande consumidor da bebida. República Tcheca, Irlanda e Alemanha são os três primeiros no consumo per capita. O ponto forte dos asiáticos é exportação. Agora, é só aguardar pela invasão de rótulos ilegíveis por aqui.

24 de agosto de 2010

Mudanças climáticas afetam o mercado de cerveja

Dia quente e cerveja gelada é a parceria predileta dos comerciais de marcas brasileiras. Já no Velho Mundo, a dupla não tem feito muito sucesso. O forte e seco verão europeu tirou do continente o posto de maior produtor de cerveja do mundo, colocando a Ásia no topo da produção global.

Marchando seis bilhões de litros à frente do novo segundo colocado, as cervejarias asiáticas tiram vantagem do fato de terem um mercado consumidor da bebida mais contido, enquanto a Europa colhe o que o ser humano tem plantado. Ou melhor, deixa de colher.

Um quarto da produção de grãos na Rússia foi consumido pelo fogo. Isto fez com que Vladimir Putin – a voz de comando no maior país da Europa e do mundo – suspendesse as exportações de trigo russo, o terceiro mais comercializado no mercado global, prejudicando a produção de cerveja no continente inteiro.

Os asiáticos, atualmente com excedente para o comércio externo, produziram 103 bilhões de litros de cerveja no último ano. Se toda essa fartura fosse partilhada no país de maior população do mundo, cada um dos 1,3 bilhão de chineses ficaria com quase 80 litros da bebida.

Por aqui, boas notícias

Em terras brasileiras, não faltam focos de incêndio. Porém, o que pega fogo atualmente no mercado nacional de cerveja são as importações da bebida. Antes rejeitadas pelo público brasileiro por serem mais fortes e amargas, as cervejas importadas têm deixado de ser exclusividade de poucas prateleiras e conquistam espaço nas grandes redes de supermercado.


Cores e sabores variados reforçam a segmentação do ramo, o que tem proporcionado também a pequenos produtores brasileiros boas perspectivas no mercado nacional. Cervejas importadas pagam taxas de 20% e, mesmo assim, alcançam bons resultados nas vendas.

Com a vantagem de sofrer menos com burocracia, quem produzir cerveja nacional de qualidade, diversificada e competitiva pode postular um lugar ao sol, com direito a um gole bem gelado, como acontece nos comerciais brasileiros.
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