Mostrando postagens com marcador produção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador produção. Mostrar todas as postagens

4 de março de 2011

Governo planeja aumentar imposto sobre cerveja

Produzir cerveja pode ficar mais caro ainda este ano. De olho no aquecimento por que passa o mercado de bebidas no Brasil – especialmente o de cerveja – o governo federal planeja aumentar a carga tributária do setor. 


Em números, os atuais 39% seriam elevados para 47%. Na prática, quase metade dos goles de cerveja que você toma iria para os cofres da União. Grandes empresas como a Ambev e a Coca-Cola já correram para evitar o aumento.

Assim como ocorreu em 2010, quando também houve ameaça de reajuste, as duas companhias prometem investimento recorde em produção no país, com a condição de que não seja alterado o percentual de “contribuição”. Parece e é pura politicagem mesmo.

Nessa jogatina, cada um joga com as cartas que tem nas mãos. O governo, para manter o equilíbrio das finanças e compensar os altos gastos públicos, se apressa em aumentar a arrecadação. 

Os investimentos das empresas, em contrapartida, são os principais responsáveis pelo aquecimento da economia. E elas alegam, ainda, que a União já vai arrecadar mais do setor levando em conta o aumento do consumo.

Nada está decidido até agora. Ainda tem muito jogo pela frente, pois as negociações entre os gigantes começaram há poucos dias. Observando à distância, o Gole de Cerveja espera, de verdade, que os consumidores e as pequenas e médias cervejarias não saiam perdendo com tudo isso.

23 de fevereiro de 2011

Resíduos da produção de cerveja podem virar biocombustível

Muito se fala sobre fontes renováveis de energia. Infelizmente, pouco se pratica. Mas, pelo menos para os cervejeiros de plantão, há boas notícias. Com o lema "salvar o planeta, uma cerveja por vez", uma empresa norte-americana encontrou uma maneira de transformar o processo de produção da bebida em algo mais verde.


A Purpose Energy, companhia de soluções em sustentabilidade, criou um equipamento que gera gás natural a partir de resíduos da produção de cerveja. Criado pelo CEO da empresa, Eric Fitch, o digestor anaeróbico de metano inova ao possibilitar, também, que essa energia seja reaproveitada no mesmo processo de produção.

Adotado pioneiramente pela cervejaria de médio porte Magic Hat, do estado de Vermont, o digestor permite uma economia de U$ 2 por barril (cerca de 160 litros). Imagine o valor em uma produção de larga escala. Eric Fitch espera que a sua invenção esteja, em breve, na linha de produção de grandes cervejarias. O meio ambiente, também.

9 de fevereiro de 2011

Cerveja naufragada há 200 anos vai ser recriada

Após duzentos anos no fundo do Mar Báltico, garrafas de cerveja encontradas em bom estado de conservação vão servir de base para uma nova fórmula. Em julho do ano passado, cinco garrafas foram retiradas de um barco naufragado no início do século XIX, próximo às Ilhas Aland.

Cerveja encontrada no Mar Báltico

Os pesquisadores finlandeses que analisam a bebida querem descobrir os ingredientes e as proporções usadas na fabricação. Já identificaram algumas células, mas ainda não conseguiram determinar se estão vivas.

O governo das Ilhas Aland, província autônoma situada entre a Finlândia e a Suécia, espera lucrar com as futuras vendas da bebida. A ideia é que cervejarias criem um novo produto a partir da fórmula da cerveja bicentenária.

21 de janeiro de 2011

Brasil é terceiro no mundo em produção de cerveja

No mercado cervejeiro nacional, o ano que passou não deve ser esquecido. Ao longo de 2010, o Brasil deixou Rússia e Alemanha para trás e assumiu o posto de terceiro produtor mundial de cerveja, com 12,6 bilhões de litros.

A conquista é resultado de muito investimento. No ano passado, a indústria cervejeira injetou R$ 5,4 bilhões no mercado nacional, quase o triplo do valor investido, em média, nos anos anteriores. Com o impulso extra, a produção da bebida no Brasil cresceu 18% em relação a 2009.

As razões para tantos números positivos são uma combinação de fatores. Bom momento econômico, clima favorável ao consumo de cerveja e até mesmo o fato de 2010 ter sido ano de Copa do Mundo ajudaram o mercado nacional da bebida a subir duas posições no ranking mundial.

De agora em diante, novas conquistas vão exigir muito fôlego. As duas maiores economias do mundo lideram com folga a produção mundial de cerveja. Só que, nesse caso, as posições são invertidas. A China é a primeira, com 40 bilhões de litros em 2010, seguida dos EUA, 5 bilhões de litros atrás.

É um duelo de titãs que está longe de ser interrompido, mas o Brasil pode ganhar muito comendo, ou melhor, bebendo pelas beiradas. No que depender da economia em geral, as previsões para os próximos anos são animadoras.

24 de agosto de 2010

Mudanças climáticas afetam o mercado de cerveja

Dia quente e cerveja gelada é a parceria predileta dos comerciais de marcas brasileiras. Já no Velho Mundo, a dupla não tem feito muito sucesso. O forte e seco verão europeu tirou do continente o posto de maior produtor de cerveja do mundo, colocando a Ásia no topo da produção global.

Marchando seis bilhões de litros à frente do novo segundo colocado, as cervejarias asiáticas tiram vantagem do fato de terem um mercado consumidor da bebida mais contido, enquanto a Europa colhe o que o ser humano tem plantado. Ou melhor, deixa de colher.

Um quarto da produção de grãos na Rússia foi consumido pelo fogo. Isto fez com que Vladimir Putin – a voz de comando no maior país da Europa e do mundo – suspendesse as exportações de trigo russo, o terceiro mais comercializado no mercado global, prejudicando a produção de cerveja no continente inteiro.

Os asiáticos, atualmente com excedente para o comércio externo, produziram 103 bilhões de litros de cerveja no último ano. Se toda essa fartura fosse partilhada no país de maior população do mundo, cada um dos 1,3 bilhão de chineses ficaria com quase 80 litros da bebida.

Por aqui, boas notícias

Em terras brasileiras, não faltam focos de incêndio. Porém, o que pega fogo atualmente no mercado nacional de cerveja são as importações da bebida. Antes rejeitadas pelo público brasileiro por serem mais fortes e amargas, as cervejas importadas têm deixado de ser exclusividade de poucas prateleiras e conquistam espaço nas grandes redes de supermercado.


Cores e sabores variados reforçam a segmentação do ramo, o que tem proporcionado também a pequenos produtores brasileiros boas perspectivas no mercado nacional. Cervejas importadas pagam taxas de 20% e, mesmo assim, alcançam bons resultados nas vendas.

Com a vantagem de sofrer menos com burocracia, quem produzir cerveja nacional de qualidade, diversificada e competitiva pode postular um lugar ao sol, com direito a um gole bem gelado, como acontece nos comerciais brasileiros.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...