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2 de agosto de 2011

A compra da Schincariol e a teoria da conspiração

Depois de muita especulação, e contrariando pitacos de várias pessoas do meio cervejeiro, que apostavam em Heineken, SABMiller, Carlsberg entre outras, a japonesa Kirin Brewery arremata majoritariamente a Schinacariol por R$ 3,95 bilhões.


Levando em conta apenas o mercado da bebida que nos interessa, os japoneses da Kirin assumem o controle acionário da segunda maior cervejaria do país. Pela frente, os nipônicos terão a difícil tarefa de lutar contra o "quase-monopólio" da Ambev, braço tupiniquim da global AB-Inbev.

Pesquisando um pouquinho sobre as companhias em questão (e pode acrescentar também uma pitada de teoria da conspiração na minha conta), um fato me deixou bastante curioso. Kirin e Anheuser-Busch, parcela norte-americana da AB-Inbev, mantêm parceria há mais de uma década no Japão. As duas formas uma Joint Venture para a distribuição da Budweiser na Terra do Sol Nascente.

Cabe acrescentar que a Kirin Brewery é parte de um grupo bastante conhecido aqui no Brasil: o conglomerado de empresas Mitsubishi. Pertence também a este grupo (mais outra pitada da "teoria") um dos principais bancos responsáveis pelas bilionárias operações globais de fusões que resultaram no que hoje é a maior cervejaria do mundo: a AB-Inbev.

Tá certo! Isso não quer dizer nada, eu sei... Mas aposto que o leitor do Gole que, por acaso, também for um pouco inclinado às teorias da conspiração, vai chegar a conclusões que, no mínimo, podem alimentar um bom "papo conspiratório" em uma mesa de bar.

obs.: Se quiser me chamar de louco, use o espaço abaixo. Será um prazer ler seu comentário! ;)

Até o próximo gole.

14 de abril de 2011

Cervejeiros cariocas lançam campanha para comprar Schincariol

Desde que começou a circular a informação de que a Schincariol estaria à venda, o mercado começou a borbulhar com especulações. Grandes nomes como Heineken, SABMiller e Carlsberg foram mencionados como fortes candidatos à compra da cervejaria que nasceu em Itu-SP, em 1939.

A troca de comando na segunda maior cervejaria do país, continuando nas mãos dos grandes, não significaria mudanças relevantes para o consumidor. Mas um projeto que começou a circular na rede e chamou bastante a atenção do Gole, esse sim, deixaria os cervejeiros do Brasil bem servidos.


Estou falando da ‘Minha Schin’, campanha criada por um grupo de 5 amigos cervejeiros, o Homini Lúpulo, com um objetivo ao mesmo tempo nobre e ousado: comprar a Schincariol e agregar qualidade ao mercado cervejeiro de alto giro no Brasil.

O projeto inclui até o lançamento de novos rótulos para renovar as opções de cervejas oferecidas atualmente pela empresa de Itu.

A campanha, que foi lançada no blog do Homini Lúpulo há uma semana, funciona da seguinte maneira: para cada cerveja que o grupo consome, R$ 1 é reservado para a ‘Minha Schin’.

“Se todo amante de boas cervejas fizer o mesmo, em breve faremos uma oferta que não poderá ser recusada”, afirma o cervejeiro Bernardo Couto, integrante do Homini Lúpulo. Rumores de mercado sugerem que a Schincariol estaria à venda por cerca de U$ 2 bilhões.

Para o Homini Lúpulo arrecadar esse valor, seria necessário que cada um dos 190 milhões de brasileiros doasse R$ 10,50. Tarefa difícil, pois a maioria do público consumidor de cervejas no Brasil busca a marca mais barata, loura e refrescante. Essa, infelizmente, é a cultura predominante por aqui.

Anderson Silva seria o novo garoto-propaganda

Mas se depender do Homini Lúpulo, esse cenário pode mudar. Para isso, já existe até um planejamento da publicidade, que, ao contrário do padrão mulher-calor-futebol-churrasco-praia-amigos, será voltada para o prazer contido na bebida que está ao lado do homem há milhares de anos. 

“Você já viu algum comercial em que o cara para, sozinho, e degusta uma cerveja? Claro que não, pois se o cara fizer isso tomando uma Skol, vai ter uma experiência sem graça”, diz Bernardo. E é verdade, convenhamos.


“É hora da revolução cervejeira tomar corpo e todos os copos”. Acessos e cliques, também.

Na internet, o grupo já recebeu risadas, proposta de sociedade e até quem quisesse doar. Para interagir com  a campanha, basta seguir o @Homini_Lupulo no Twitter ou buscar por #MinhaSchin no microblog. Não deixe de participar, pois, no mínimo, divulgar a campanha é um manifesto original e cheio de boas intenções.

Até o próximo Gole!

3 de março de 2011

Leilão à vista no mercado de cerveja no Brasil

A família que comanda a Schincariol deu início a uma negociação que pode causar mudanças no comando da companhia. O sócio-majoritário pretende vender suas ações, que valem atualmente R$ 3 bilhões. Adriano Schincariol já até contratou um banco de investimentos para assessorá-lo no processo.

Várias hipóteses são levadas em conta, entre elas, uma eventual venda da cervejaria - que controla marcas como Nova Schin, Devassa, Baden Baden e Eisenbahn (as duas últimas, artesanais de ótima qualidade). A Schincariol procura manter em sigilo qualquer movimentação a respeito do assunto.

No mercado de cerveja brasileiro, não há como descartar possibilidades de relevância global. A britânica SABMiller e a dinamarquesa Carlsberg têm interesse no país. Poderiam ser potenciais compradores, mas não os únicos.

Líder ou vice-líder em todos os outros países onde atua, a Heineken ocupa a quarta colocação no mercado brasileiro. Uma eventual aquisição da Schincariol deixaria a cervejaria holandesa atrás apenas da Ambev.

São muitos interesses em jogo e importantes empresas envolvidas. Não é difícil prever que vem por aí mais um leilão de gente grande.
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